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Thursday, January 28th, 2010 | Author: Marco Neuwiem

@ eumigo comigo mesmo

Sábado, 23/01/2010, resolvi sair em busca de uma oportunidade para trocar de carro.

Primeiro lugar que parei para começar a ‘ver o que fazer’ foi na revendedora da Hyundai de SC, e como estava apaixonado pelo i30 começamos a negociar o carro.

No mesmo dia, o Jornal de Santa Catarina apresentava uma promoção que era algo mais ou menos assim: i30 a partir de R$ 56.900,00 com pagamento de 60% do valor do carro na entrada e o restante em suaves parcelas de R$ 500,00. IMPORTANTE: SEU USADO VALE COMO PARTE DA ENTRADA.

Eu estava feliz da vida com o anúncio, mas, antes de comentar com o vendedor o anúncio, resolvi explorar mais a negociação sem levantar a questão da propaganda.

Pois bem, o i30 com câmbio manual (a mais nova opção) sairia por R$ 59.900,00 – E em nenhum momento o vendedor citou a promoção. Neste momento comecei a desconfiar da idoneidade da revenda.

Bem, então, como ato contínuo, pedi ao vendedor que avaliasse meu carro (307 Passion 1.6 16V 110cv 5p), que pela tabela da FIPE vale algo em torno de R$ 25.000,00. De imediato o vendedor me ofereceu R$ 23.000,00 – ou seja, de cara eu perderia R$ 2.000,00.

Como não havia passado em nenhum outro lugar para negociar pensei que isso poderia ser um “desconto padrão“. Não ligo pra isso, negociar tem suas artimanhas, ele quer pagar o mínimo possível, e, eu, obviamente, quero receber o máximo possível – são posições antagônicas.

Mas o pior ainda estava por acontecer.

Depois de fazer o Test-drive (que aliás acabou com toda minha paixão pelo i30) EU, veja bem, eu disse: EU resolvi mencionar a promoção do jornal.

O vendedor disse que desconhecia a promoção e abriu o correio dele para mostrar o flyer. Pois foi a partir desse momento que percebi o quanto uma “PROMOÇÃO” pode ser mascarada – Em questão de minutos, sem mudar nada no meu carro (ele ficou parado o tempo todo no estacionamento da revenda) simplesmente ele perdeu 28% do seu valor, ou seja: SE EU QUISESSE USAR MEU CARRO COMO PARTE DA ENTRADA ELE DEIXARIA DE VALER 23 MIL E PASSARIA A VALER MÍSEROS 18 MIL REAIS (nem vem ao caso, mas há dois anos eu paguei 40 mil nele).

É, é isso mesmo: em 5 minutos meu carro desvalorizou-se R$ 5.000,00.

E olha que ele continua inteirinho, não houve nenhum sinistro no estacionamento da revenda.

Olhei para a cara do coitado do vendedor e disse: “Mas o que aconteceu com o meu carro para ele perder tanto valor em tão pouco tempo”… ele siplesmente não soube explicar.

Virei as costas e fui embora com a certeza de que ali, naquela revendedora da Hyundai de Santa Catarina eu não volto mais. E recomendo a você, que não quer ser logrado, faça o mesmo.

Sunday, January 17th, 2010 | Author: Marco Neuwiem

@eumigo comigo mesmo

Visitar o McDonald’s é uma experiência única: você chega, faz o pedido e senta-se para desfrutar do ambiente e da refeição. Exceto em Blumenau: nas condições em que a estrutura física se encontra chega a dar medo comer ali.

As fotos não passam nem 5% da péssima impressão que se tem ao visitar o lugar: agua espalhada pelo chão, infiltrações extremamente aparentes no teto, falta de higiene generalizada enfim, um terror total.

Sugiro mais atenção dos que ali trabalham…

Wednesday, November 25th, 2009 | Author: Marco Neuwiem

@ Eumigo comigo mesmo

apagao-talentos

Falta de mão de obra nunca foi nem nunca será uma exclusividade do segmento de TI no país. Mas lendo a respeito, me deparei com algumas informações interessantes que compartilho e comento.

No site Análise em Foco, Rodrigo Pereira, comenta o seguinte:

…Acionei minha rede de contatos, alguns currículos apareceram, mas, até o momento, a vaga ainda não encontrou candidato à altura. Ou quem se candidata têm deficiências de formação, ou aqueles que poderiam ser contratados estão bem empregados e remunerados em outras empresas.

…Enquanto isso, o trabalho segue acumulando na mesa da agência e toda a cadeia que a cerca se recente dos efeitos. É emprego e renda que deixam de ser gerados, é imposto que deixa de ser arrecadado, é oportunidade de crescimento que acaba desperdiçada. Trata-se de verdadeiro “apagão de talentos”, como definiu certa vez, há um ano, a executiva de uma grande empresa da cidade.

…A conclusão do estudo é escabrosa: 83% das empresas blumenauenses, na hora de contratar, não encontram o candidato ideal. Ou ficam sem preencher a vaga, ou colocam ali um trabalhador que não tem toda a qualificação desejada.

De fato, encontrar um “candidato à altura” pode ser uma tarefa homérica – seja por que há restrições de formação e experiência, ou porque a empresa esteja buscando um candidato hiperqualificado para uma posição que oferte pouco em troca. Aqui, vale a antiga, mas sempre atual “Lei da Oferta e Procura” – Pode parecer cruel, mas é verdadeiro.

Note que se de alguma forma uma empresa consegue ’se virar’ colocando uma pessoa com uma qualificação não completa para a posição, e ainda assim honrar seus compromissos, não seria de se pensar em fomentar a qualificação suplementar? Alguns casos interessantes na região de Blumenau seguem nesta linha, como o Entra 21 ou mesmo as empresas que seguiram a tendência de criar suas universidades corporativas, como a Teclógica.

A Revista Capital Aberto segue na mesma linha:

Sofisticação do mercado leva à escassez de profissionais não só em número, mas também em qualidade
linha pontilhada

O Brasil está se acostumando com os apagões. O primeiro ocorreu com a crise do setor elétrico e, ultimamente, voltou a assombrar. O mais recente ainda castiga os aeroportos. Agora, o termo “apagão” também pode ser aplicado ao mercado de capitais. Isso mesmo. O setor passa por um apagão de talentos, em que empresas, bancos, auditorias e escritórios de advocacia estão ávidos por profissionais especializados.

Ou seja, não falamos apenas de Quantidade e sim Qualidade. Não contrapondo, mas apenas refletindo a respeito: Qualidade é aquilo que o consumidor (nesse caso empresa) percebe a respeito do produto ou serviço (no caso trabalho de pessoas) – Vale repensar o que é ‘qualidade’ nesta vereda.

Reflita também um pouco a respeito da situação inversa, conforme o Julio Cardozo expõem:

Semana passada, entre uma reunião e outra, recebi a ligação de um grande amigo, Luis, Chief Executive Officer (CEO) de uma importante empresa familiar do ramo químico. Ao perguntar que bons ventos o trazia, percebi, por seu tom de voz, que as notícias não eram nada positivas. Muito pelo contrário. Bastante abalado e sem dormir há algumas noites, contou que foi “forçado” a demitir boa parte dos funcionários em decorrência da crise.

“Confesso que não foi fácil ver aqueles pais e mães de família perderem seus empregos”, me disse ao relatar cenas de pessoas indo embora aos prantos e caminhando cabisbaixas pelo pátio da fábrica rumo ao portão de saída. A maioria sem saber como falar o assunto ao chegar em suas casas. Ao ouvir as palavras de Luis, entrecortadas pela emoção e viés de desabafo, reconheço que também fiquei sensibilizado e até um pouco deprimido ao imaginar a vida desmoronando de cada uma dessas pessoas.

Tão cruel quanto a Lei da Oferta e Procura é a ‘necessidade’ de rearranjar o orçamento de despesas e custos da empresa – e frequentemente poucas (nenhuma?) empresa leva em consideração o fator ‘responsabilidade social’ tão largamente adotado como estratégia de comunicação, e não de visão da empresa.

Por fim, cada empresa tem sua necessidade e sua forma de supri-la, como estas 3 opções informadas pela Revista Exame em 2008 – Qual é a opção de sua empresa?

Sunday, May 10th, 2009 | Author: Marco Neuwiem

@ eumigo comigo mesmo
clube-angeloni

Fazendo compras no Angeloni de Blumenau me deparei com uma cena que foi no mínimo cômica: um senhor, por volta de 50 anos, passando o cartão na leitora e espantado que ‘nada acontecia’.

Cheguei mais perto e pude perceber por que ‘nada acontecia’: ao invés do software do Angeloni aberto no terminal me deparei com a cena acima – o Outlook Express aberto, claro que nunca daria certo o que o senhor fazia… (sim eu avisei ele e chamei alguém que pudesse direcioná-lo)

Thursday, March 19th, 2009 | Author: Marco Neuwiem

@ Exame

hipocrisiaDireto do site da Exame:

Seguradora que só não quebrou porque foi resgatada pelo governo pagou US$ 165 mi em bônus

A seguradora AIG pediu para que alguns de seus empregados devolvam ao menos parte dos polêmicos bônus de 165 milhões de dólares pagos nesta semana.

O presidente da AIG, Edward Liddy, disse que pediu aos funcionários da divisão de produtos financeiros – a que teve maiores perdas – e que receberam mais de 100 mil dólares para que devolvam no mínimo metade dessa remuneração variável.

Ele disse, entretanto, que o pedido pode levar à saída de importantes funcionários. “Eles vão devolver os bônus, mas vão devolvê-los junto com pedidos de demissão”, afirmou Liddy.

Os bônus pagos pela AIG revoltaram a opinião pública americana e obrigaram o governo a agir. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que vai pedir uma mudança na legislação que lhe dê poder para suspender os contratos que legitimam o pagamento dos bônus.

Sinceramente? Se o cara é responsável pela criação destes ’sofisticados produtos financeiros’ que achincalharam o mercado financeiro quero mais é que ele REALMENTE PEÇA DEMISSÃO, o que aliás duvido muito que ocorra já o desemprego na terra do Tio Sam é o maior nos últimos 10 anos e não acredito que uma pessoa destas se demita neste momento.

Sunday, January 25th, 2009 | Author: Marco Neuwiem

@ Flickr

No mínimo ‘questionável’ a foto da embalagem…

Monday, January 05th, 2009 | Author: Marco Neuwiem

@ Fantástico

infancia-perdida

Assustador o tamanho de nossa doença… direto do site do Fantástico:

Começa, neste domingo (4), uma reportagem especial: um documento sobre brasileiros que perderam a infância para a criminalidade. Meninos e meninas que se envolveram com drogas, tráfico, roubos, assassinatos.

Em dez anos, o contingente de menores que ingressaram em prisões, centros de reabilitação e internatos cresceu quase 400%. São cerca de 60 mil adolescentes que cometeram algum tipo de infração. Que histórias eles têm pra contar?

Rogério* tem apenas 12 anos. Preso pela segunda vez, jura inocência. Diz que não estava roubando e promete que não vai mais usar crack. Catarina*, de 16 anos, confessa um assassinato com uma frieza impressionante. E Leandra*, traficante também com 16 anos, está grávida. Vai ter o bebê dentro da cadeia.

O que vai ser da vida deles? Leandra, Catarina e Rogério fazem parte de uma geração perdida. São personagens principais de cenas assustadoras cada vez mais comuns na vida das grandes cidades brasileiras.

Durante três meses, o repórter Eduardo Faustini ouviu as histórias dessas crianças, que perderam a infância para o crime. Hoje, 17 mil adolescentes estão presos. Outros 43 mil prestam ou serviços comunitários ou cumprem obrigações que são monitoradas pela Justiça, como freqüentar a escola e não sair de casa à noite.

O repórter esteve no Paraná, estado considerado modelo. Esteve também no Ceará, onde as cadeias estão superlotadas. Percorreu prisões, acompanhou audiências e julgamentos nos tribunais da Infância e Adolescência. Entrevistou mães desesperadas por causa do vício dos filhos e famílias destruídas pela violência dessas crianças. Dramas que reabrem a discussão sobre o tempo máximo de pena estabelecido pela lei que pune menores infratores.

Monday, December 08th, 2008 | Author: Marco Neuwiem

@ diversos

Incentivado pela coluna do Valther no Jornal de Santa Catarina catei algumas fotos sobre o cigarro, fumo e afins…

E só prá lembrar algumas coisas a respeito do cigarro:

O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana L. (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazida para a Europa pelos espanhóis, no início do século XVI. Era mascado ou, então, aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco em Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador, Sir Walter Raleigh. Um diplomata francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) aspirava-o moído rapé e percebeu que aliviava suas enxaquecas. Desta forma, enviou uma certa quantidade para que a então rainha da França, Catarina de Médicis, experimentasse no combate à suas enxaquecas. Com o sucesso deste “tratamento”, o uso do rapé começou a se popularizar.

Que coisa hein?

Thursday, December 04th, 2008 | Author: Marco Neuwiem

@ eumigo comigo mesmo

Convidado pelo Jackson Caset a partir de hoje participo do blog Profissionais TI e meu primeiro post rolou a respeito da experiência da adoção de uma ferramenta de CRM. Recomendo a visita: http://www.profissionaisti.com.br/2008/12/crm-para-todos

Thursday, December 04th, 2008 | Author: Marco Neuwiem

@ recebido por correio

Recebi um texto muito interessante que compartilho na íntegra (como recebi, claro). Vale uma boa reflexão a respeito.

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da ‘invisibilidade pública’. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ’seres
invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’, diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador braçal.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Senti que eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’.